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"Ser perfeccionista não é  fazer alguma coisa mais ou melhor, ou  buscar sempre a excelência; Mais sim ter a convicção emocional errônea de que a perfeição é o único caminho para a aceitação pessoal. É a convicção de que somente seremos aceitos como pessoas se formos perfeitos."

 

 

 

 

 

 

O QUE É PERFECCIONISMO

Você sente que o que você realiza nunca é bom o bastante? Você sente que deve dar mais de 100 por cento em tudo  que você faz ou se sentirá medíocre ou “menos”?  

"A principal  coisa na vida, é não ter medo de ser humano" - Pablo Casals

Se for assim, mais do que simplesmente estar trabalhando para o  seu sucesso, você pode estar tentando ser perfeito. O perfeccionismo aparece como um jogo de pensamentos e de comportamentos de auto derrota, visando alcançar objetivos não realistas e excessivamente elevados. O perfeccionismo freqüentemente é visto equivocadamente em nossa sociedade como desejável ou mesmo necessário para o sucesso. Entretanto, os estudos recentes mostraram que as atitudes perfeccionistas interferem realmente com o sucesso. O desejo de ser  perfeito pode transmitir a você um sentimento interno de satisfação pessoal. Porem exteriormente ele pode realizar exatamente o oposto, e fazer com que você não consiga certas realizações tanto quanto as pessoas que tem expectativas mais realistas sobre si mesmas.

Causas do Perfeccionismo

Se você for um perfeccionista, é provável que você  tenha aprendido cedo na vida que as pessoas  sempre a avaliariam pelo quanto você realizaria ou conseguisse. Em conseqüência disso, você pode ter aprendido a avaliar-se somente na base da aprovação das outras pessoas. Assim sua auto-estima pode  estar sendo baseada primeiramente em padrões externos. Isto pode deixá-la vulnerável e excessivamente sensível às opiniões e as criticas dos outros. Na tentativa de  proteger-se de tal criticismo, você pode decidir que ser perfeito é sua única defesa.

Os seguintes sentimentos, pensamentos, e  opiniões negativas podem estar associados ao perfeccionismo:

O ciclo vicioso do perfeccionismo

As atitudes de Perfeccionista  formam um ciclo vicioso. Primeiramente, os perfeccionistas tem certos objetivos irrealizáveis. Em segundo lugar, muito do que poderia já estar concretizado na sua vida, não se concretizam pela atitude critica que tem em relação a si mesmos, e não porque os  seus objetivos eram impossíveis ou difíceis de alcançar. A falha em alcançá-los era assim inevitável. Em terceiro lugar, a pressão constante para conseguir a perfeição e a falha crônica inevitável reduz a produtividade e a eficácia. Em quarto, este ciclo conduz os perfeccionistas a serem auto críticos e auto responsáveis (se culpam, se exigem demais) o que resulta em uma baixa auto-estima. Este comportamento também pode conduzir à ansiedade e a depressão. Neste momento os perfeccionistas podem ter um pensamento do tipo: “Se eu me esforçar mais, fizer mais, ou melhor, vou conseguir”. Este pensamento ajusta o ciclo outra vez.

Este ciclo vicioso pode ser ilustrado olhando a maneira com que os perfeccionistas  freqüentemente se comportam com relação aos seus relacionamentos interpessoais. Os perfeccionistas tendem a antecipar a desaprovação e rejeição dos outros por medo. Dado tal medo, os perfeccionistas podem reagir de maneira defensiva ao criticismo, e desse modo afastar os outros. Mesmo sem realizá-los, os perfeccionistas podem também aplicar seus padrões irreais elevados aos outros, tornando-se críticos e exigentes com eles. Além disso, os perfeccionistas podem evitar deixar que outros vejam seus erros, não percebendo assim, que demonstrar as suas fraquezas permite que outros os percebam como mais humanos e assim mais “normais” e agradáveis.  Afinal tendemos a gostar menos de pessoas "perfeitas", do que daquelas que nos parecem mais próximas a nós. Por causa deste  ciclo vicioso os perfeccionistas têm freqüentemente uma dificuldade  de se relacionar com as  pessoas.E podem até ter em conseqüência disso relacionamentos interpessoais pouco satisfatórios.

Como  Mudar

Os comportamentos adequados para a mudança de comportamento são completamente diferentes do processo  de auto derrota do perfeccionista.Os comportamentos saudáveis tendem a buscar objetivos baseados nos seus próprios desejos e vontades em primeiro lugar, ao invés de querer corresponder às expectativas externas. Seus objetivos são geralmente apenas uma etapa além do   que você já realizou. Ou seja seus objetivos são realistas, internos, e potencialmente atingíveis e capazes de serem mantidos. Os comportamentos saudáveis têm como foco o  prazer no processo de perseguir uma tarefa, ao invés de focalizá-la somente nos resultados de finais. Quando experimentam a desaprovação ou a falha, suas reações geralmente estão limitadas às situações específicas ao invés de generalizadas á você como um todo.

Que  fazer com o perfeccionismo

A primeira etapa na mudança das atitudes perfeccionistas é perceber que o perfeccionismo é indesejável. A perfeição é uma ilusão inatingível. A etapa seguinte é desafiar os pensamentos e os comportamentos de auto derrota  que abastecem o perfeccionismo. Algumas das seguintes estratégias podem ajudar:

Texto:  Valéria Lemos Palazzo  Psicóloga      CRP - 06/35173-8

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TIPOS DE PERFECCIONISTAS

Se antes de  considerar uma tarefa ou trabalho terminado, você o revisa minuciosamente. A sua obsessão pela perfeição vai obriga-la  a ficar dedicada ao trabalho muitas horas a mais que os seus colegas, porem este não é o grande problema. O problema é que jamais você fica satisfeita com o que faz. Sempre, a pessoa perfeccionista pode buscar uma sensação de controle sobre as situações da sua vida, porem se torna  "escrava“ dos êxitos e vulnerável a frustração.

A pessoa perfeccionista pode ser definida como aquela que se esforça em melhorar o êxito de seu objetivo seguindo um padrão ideal . Este padrão ideal pode  estar presente em todas as áreas da vida da pessoa; abrangendo desde os seus bem pessoais, trabalho, relacionamentos e  imagem corporal.Estas pessoas tendem a dar uma importância exagerada a tudo e nunca se sentem satisfeitas. Sempre ficam com a sensação de que poderiam ter feito ainda melhor.

A maioria das vezes conseguem seu objetivo, porém a energia para alcançá-lo são sufocantes. Podem ser detalhistas, meticulosos e caprichosos frente ao que desejam aperfeiçoar.

O problema é que quando alguma coisa fracassa surge à frustração, sentimento que não toleram e que os faz cair numa crise de tristeza, agressividade e culpa.

O perfeccionismo costuma ser definido por uma "síndrome depressiva derivada de frustrações e dos fracassos que descompensam". O perfeccionista acaba  apresentando uma formação rígida que o impede de adaptar-se a diferentes situações e pessoas. O problema está na personalidade do perfeccionista, e pode ser confundido com o transtorno obsessivo-compulsivo e receber tratamento errôneo.

Porém a grande diferença entre eles é que o obsessivo-compulsivo tem uma idéia que considera absurda, irracional e que gera tensão. Por isso, deve realizá-la como um ritual, ou seja, apresentar uma conduta compulsiva. A obsessão deixa sem vontade. Enquanto que o perfeccionista tenta realizar o trabalho sempre da melhor maneira possível, nunca ficando satisfeito com o resultado.

A psicóloga americana, Mônica Ramirez Brasco, em seu livro Never Enought. Freing Yourself for the Chairs of perfectionism “(Nunca suficientemente bom: Liberte-se da cadeia do perfeccionismo.), identifica dois tipos de perfeccionistas”:

  • Introspectivo: Apresentam pouca auto-estima e confiança. Sentem que qualquer erro será terrível  (o que é uma fantasia, embora pareça real) e que errando não contariam com o carinho e a aprovação dos outros. Nunca estão satisfeitos com eles mesmos.

  • Extropectivos: Não apresentam baixa auto-estima, porém não confiam nas habilidades ou capacidades do restante do grupo de trabalho e, por isso, não conseguem delegar. Exigem das pessoas a perfeição que eles procuram em si mesmos.

O perfeccionista espera que todos ao redor sejam perfeitos (de acordo com o SEU modelo “particular de perfeição”) e se incomoda quando não consegue aplicar aos outros suas regras de disciplina. As pessoas do seu convívio não conhecem suas expectativas (porque não vivenciam a mesma necessidade de perfeição), o que gera tensão com sua família, amigos e colegas, e um grande sentimento de raiva. A chave está em entender que não é possível obrigar outras pessoas a ter atitudes perfeccionistas.

Ninguém jamais poderá sentir o que você esta sentindo. Cada um de nós está sozinho internamente, com sentimentos  e pensamentos únicos, só seus. Você pode usar esse conceito para ter a liberdade, de pôr um ponto final num esforço que pode durar a sua vida inteira; e, que de sobra  é inútil, para que  as outras pessoas sintam o que você sente. Penando dessa forma você também terá forças para ser você mesmo, de uma forma mais poderosa e positiva. A idéia de que estamos sozinhos com nossos pensamentos e sentimentos, não nos torna uma ilha, incompreendidos ou solitários. Nenhum homem ou mulher é uma ilha, mas, sabemos  que em virtude do nosso caráter único e de nossa experiências próprias, que, internamente somos ilhas para nós mesmos, e, que compreender esta idéia nos ajudará a construir pontes para os demais, em vez de erguer barreiras, perturbando-nos, brigando e nos magoando quando vemos que os outros não pensam, nem são como nós.

O indivíduo com personalidade perfeccionista pode mudar sua conduta, aos poucos e com êxito. Deve aprender a dar prioridades às suas atividades, sem fazer tudo de um modo extremamente perfeito, já que é isso o que faz perder de vista o objetivo principal de suas ações. Muitas vezes o perfeccionista acaba  vivendo “pela metade” já que desperdiça uma série de oportunidades pessoais e de vida.O perfeccionismo é uma fantasia; só se libertando desta idéia você poderá viver a  vida de maneira completa.

Texto: Valéria Lemos Palazzo   Psicóloga  CRP 06/35173

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CRENÇAS PERFECCIONISTAS

 

A maioria das pessoas que sofrem de anorexia ou bulimia, estão submetidas a distorções mentais, falsas crenças impostas de forma automática, modelos postulados e regras de vida. É como se tivesse estabelecido um contrato consigo mesmo em um certo momento de sua vida, e o quisera manter sempre, e a qualquer preço. Não é possível questionar nem adaptar nenhuma destas "clausulas contratuais" em função de sua própria evolução. Este contrato ajuda a manter a doença.

Alguns exemplos de crenças que deveriam ser revistas:

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  Imagens

Foto de Daniel Hayes Uppendahl: "Urban Desires Magazine"